A segurança da informação precisa chegar mais cedo às pessoas. Durante muito tempo, tratamos esse tema como algo restrito a profissionais, empresas e equipes técnicas. Mas a realidade mudou: crianças crescem conectadas, usam dispositivos desde cedo, conversam em ambientes digitais, jogam online, assistem conteúdos, compartilham informações e constroem parte importante de suas relações dentro do ciberespaço.

Esse ambiente oferece oportunidades enormes, mas também expõe crianças e famílias a riscos que nem sempre são fáceis de perceber. Golpes, engenharia social, roubo de contas, exposição de dados, desinformação e hábitos inseguros já fazem parte do cotidiano digital. Por isso, preparar a próxima geração não é apenas uma escolha educativa. É uma responsabilidade coletiva.

Foi nesse contexto que conhecemos O Cibernauta, um projeto que usa a linguagem infantil para aproximar crianças, pais e educadores de temas essenciais de segurança digital e cidadania online. O primeiro livro, O Cibernauta em A Super Senha Secreta, publicado pela Editora Brasport, transforma um tema técnico - a criação e o cuidado com senhas - em uma aventura acessível, lúdica e útil para diferentes idades.

A proposta é simples e poderosa: ensinar cedo, de forma leve, para que a segurança digital faça parte da formação das crianças antes que os problemas apareçam. Quando uma criança entende por que uma senha importa, por que não deve compartilhar certas informações ou por que precisa desconfiar de pedidos estranhos, ela não aprende apenas uma regra. Ela começa a desenvolver senso crítico para navegar em um mundo cada vez mais complexo.

O projeto foi idealizado por Daniel Meirelles e Eduardo Argollo, que identificaram dentro de suas próprias famílias a dificuldade de conversar sobre segurança da informação de maneira clara e prática. A partir disso, construíram uma iniciativa que conecta tecnologia, educação e afeto, mostrando que crianças e adultos podem aprender juntos sobre proteção digital.

A LESIS decidiu apoiar esse movimento de forma concreta. Compramos 30 exemplares do livro e estamos doando esses materiais para pessoas e instituições que podem multiplicar esse conhecimento. Também seguimos apoiando os autores com conexões para eventos, conversas e possíveis parcerias que ajudem o projeto a chegar mais longe.

Essa ação é pequena quando comparada ao tamanho do desafio. Ainda assim, ela representa uma convicção importante: segurança da informação não se fortalece apenas com pesquisa, ferramentas, auditorias ou resposta a incidentes. Ela também se fortalece quando ajudamos uma criança a entender melhor o ambiente digital onde ela já vive.

Ao apoiar O Cibernauta, apoiamos uma visão de futuro em que a cultura de segurança começa antes da vida profissional, antes da primeira conta bancária, antes do primeiro incidente. Começa na formação de hábitos, no diálogo dentro de casa, na escola e nos espaços onde crianças podem aprender com curiosidade, imaginação e cuidado.

Queremos contribuir para um ecossistema de segurança mais maduro, acessível e humano. Isso inclui apoiar profissionais, comunidades técnicas, iniciativas educacionais e também projetos que olham para quem ainda está começando sua relação com a tecnologia.

Seguiremos buscando formas de apoiar iniciativas que usam educação como instrumento de transformação. Porque proteger o futuro também significa preparar melhor as pessoas que vão construí-lo.

Saiba mais sobre o projeto em O Cibernauta no Instagram e na Editora Brasport.

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